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Grupo paulista vê a "assinatura" genética dos tumores de mama.

Está decifrada uma parte importante da assinatura genética do câncer de mama. Os cientistas já sabem quais são os 12 genes que quando têm sua expressão aumentada podem provocar o surgimento do tumor, o tipo que mais mata mulheres hoje no Brasil.

De posse dessa informação, diz Rogatto, os médicos poderão detectar com mais precisão a propensão ao câncer em mulheres saudáveis antes de a doença aparecer. Basta ver se esses genes estão superativos.
"Todos eles estão envolvidos com a proliferação celular", afirma Silvia Rogatto, pesquisadora da Unesp. O estudo, apresentado ontem em Salvador, no 54º Congresso Brasileiro de Genética, foi feito em parceria com o Hospital A. C. Camargo, de São Paulo.

Para chegar até o grupo de genes, os cientistas estudaram a amostra de tumores de 63 pacientes com câncer de mama. O país tem 50 mil novos casos da doença por ano.

Segundo Rogatto, os 12 genes estudados estão envolvidos com os receptores ("fechaduras" bioquímicas) de estrógeno e de progesterona. É bastante conhecido o papel dessas duas substâncias na multiplicação desenfreada de células que caracteriza o tumor.

Além dos 12 genes, que produzem proteínas que agem sobre os dois receptores nas células, o grupo identificou outros 48 que podem modificar o funcionamento normal só dos receptores de estrógeno e outros 42 que têm a mesma influência sobre os de progesterona.

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Confira a matéria na íntegra em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u446171.shtml

Fonte: Folha Online por EDUARDO GERAQUE

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